Armadilhas da MENTE!!

Também és daqueles que pensa demais?

Que racionaliza tudo?

Que procura sempre uma resposta para aquilo que está a sentir?

Que olha para quem está à sua volta, um companheiro, um amigo, um colega, e sente que precisa de os compreender, de saber porque reagiram de determinada forma?

Que dá por si a ter os mesmos pensamentos vezes sem conta, durante dias, semanas ou até anos?

 

Eu compreendo! Acredita que compreendo.

Também fazia parte desse grupo.

Por isso compreendo-te. Sei o que estás a sentir…e não é bom. Não é mesmo.

 

Este fenómeno chama-se ruminância e caracteriza-se por um excesso de racionalização em relação a alguns ou até mesmo todos os aspetos da tua vida. A repetição incalculável dos mesmos pensamentos…vezes sem conta…até à exaustão. Muitas vezes sem obter uma resposta concreta. Outras, piores ainda, quando já se tem uma resposta, não gostamos dela, e voltamos a racionalizar tudo na vã esperança de que a resposta seja diferente.

 

Acredita em mim…é uma ARMADILHA! Evita-a a todo o custo.

 

Uma coisa é pensarmos sobre a nossa vida, incluindo o nosso companheiro, os nossos filhos, o nosso trabalho, os nossos hobbies. Isto faz parte. Pensarmos, planearmos, cuidarmos. Tudo bem…nada de mal. É para isso que a mente serve. Para nos ajudar a resolver problemas. Para nos ajudar a ter ideias. Para nos ajudar a agir, a resolver, a concretizar. Tudo bem mesmo!

 

Outra coisa é ruminar. Ignorarmos essa força inacreditável do “sentir”, e cairmos na tentação de racionalizar. Cuidado!

 

Como evitar a Ruminância?

Muito se escreve sobre as técnicas que te permitem evitar pensar dessa forma tão castradora.

Como já te disse, eu já fui um ruminador enorme. Tentei várias formas de parar com o domínio da mente. A maior parte não funcionou comigo. Outras sim. São essas que te apresento agora. Espero que te ajudem como me ajudaram a mim.

 

  1. Coloca a mente no seu lugar.

Sempre que sentires que a mente está a começar a dominar, manda-a calar. É mesmo este o termo. Manda-a calar. Da mesma maneira que desligas a televisão quando achas que já passaste horas a mais a ver novelas, notícias, documentários sobre a fantástica vida do escaravelho amarelo do saara oriental ou os medíocres programas da tarde. Dá o grito do Ipiranga. Quem é que manda aqui afinal? Tu ou a tua mente?

Agarra-te a esta ideia. A mente existe para te servir. Repete esta ideia as vezes que forem precisas. “A mente existe para me servir”. A mente vai acabar por perceber e colocar-se no seu lugar.

 

  1. Mantém-te ocupado.

Muitas pessoas acham que mantermo-nos ocupados é fugir dos problemas. Entendem que quando há um problema devemos enfrentá-lo para o resolvermos o mais rápido possível.

Concordo, mas nem todos os problemas são iguais. Há alguns que envolvem outras pessoas. Outros requerem tempo e amadurecimento. E ainda há aqueles que apenas podem ser enfrentados quando determinadas condições estão reunidas.

A ruminância ganha força quando a mente não está ocupada.

Quando a situação requer tempo, mantermo-nos ocupados funciona…e bem! Por isso, ocupa-te.

Arranja alguma coisa para fazer. Não dês espaço para a ruminância. Não estás a fugir de coisa nenhuma. Já pensaste sobre o assunto. Agora ocupa-te com outra coisa qualquer.

Desliga a mente e faz algo que te abstraia. Faz desporto, limpa a casa, experimenta cozinhar uma receita nova, vai conduzir, brinca com os teus filhos, faz palavras cruzadas, pega na tua guitarra, dá um mergulho na praia. Desafia-te a fazer algo de novo.

 

“Acabar com a racionalização, racionalizando é completamente irracional. “

David Nascimento

 

  1. Relaxa.

Aprende a relaxar. A serenar. A viver os momentos.

Estamos aqui para ter uma boa experiência. A vida não existe para nos maltratar, mesmo que às vezes pareça. Todos temos direito aos nossos momentos, à nossa paz, à nossa serenidade. Mas tudo isto tem de partir de ti.

Aprende como podes encontrar esse estado mais tranquilo e relaxado. Medita, escreve, ouve música. Tira algum tempo para ti. Não precisas de muito. 10 minutos por dia já vão fazer diferença.

Descobre como tirar o máximo das experiências que estás a ter.

Por exemplo, ontem fui ver um concerto e a meio de uma música a mente começou a racionalizar sobre um assunto sem qualquer importância. De repente as pessoas à minha volta começaram a bater palmas e percebi que me tinha distraído, perdendo uma parte da música que estava a ser tocada. Usei a mente para me focar na música seguinte. Escutei os diferentes instrumentos, prestei atenção à letra, às luzes, ao ambiente. Fi-lo de uma forma consciente mas aos poucos, de uma forma natural entrei num estado de fluxo que me permitiu viver intensamente o resto do espectáculo…acredita, foi mágico.

 

  1. Faz o que quiseres fazer.

Não percas muito tempo a pensar no que os outros gostariam que tu fizesses. Faz o que te apetece fazer.

Sim, eu sei que tens responsabilidades. Não fujas delas, mas aprende a colocar limites a ti e aos outros. Uma coisa é seres uma boa mãe ou pai, uma boa mulher ou marido, uma boa ou bom colega. Outra coisa é anulares-te. É cederes sempre ao que os outros querem.

Isto é um passo perigoso para a ruminância. Passares a vida a pensar: “será que ele vai gostar”, “o que será que ele está a pensar”, “se calhar não estou a comunicar bem”, “será que fiz alguma coisa mal”, “gostava de ir à praia, mas ele prefere ficar por casa”. A ruminância adora estes pensamentos que levam a outros e mais outros e mais ainda, até à exaustão.

Faz mesmo mais daquilo que queres. Respeita-te.

 

Acredita em mim. Bastam este quatro pontos. Podes complementar com outras estratégias de outros autores, mas para mim bastam mesmo estes quatro.

 

Experimenta e depois partilha comigo os teus resultados.

Se sentires dificuldades fala comigo. Juntos chegaremos a um estratégia que funcione contigo.

 

Bons desafios e muita paz!

 

O teu coach,

David Nascimento

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