O que é o Coaching?

Entre o desconfiado e o curioso, amigos meus, colegas, alunos, família ou, simplesmente, desconhecidos que me abordam, fazem com frequência, esta pergunta. A maior parte diz que o termo não lhes é estranho. É comum usarem termos como terapia, tratamento, consultas e formação, aulas, workshop. Nenhum dos termos acerta na muche, apesar do Coaching poder recorrer a outras disciplinas para ganhar, em casos específicos, mais força.

A verdade é que existem várias formas de Coaching. O Business, e o Executive vocacionado para empresas, executivos e colaboradores, e o Life que se dedica a pessoas individuais e a questões do foro pessoal e o principal visado nas perguntas que se seguem.

 

O que é o Coaching?

Mais do que uma técnica, um processo ou uma metodologia, Coaching é uma interação ou uma conversa entre duas pessoas. Uma delas ouve e a outra fala. O ouvinte é o Coach e a pessoa que fala é o cliente, também designado Coachee. O objetivo desta conversa é ajudar o cliente a estruturar a sua forma de pensar relativamente a um assunto específico que necessite de um foco mais intenso, como por exemplo um desafio, problema, dilema ou objetivo que pretenda alcançar no futuro.

O Coach ajuda quem o procura, a desenvolver o seu potencial profissional e/ou pessoal procurando maximiza-lo, permitindo que desta forma se atinjam resultados que anteriormente se pensava impossíveis de alcançar.

 

De que forma são conduzidas as sessões de Coaching?

No Coaching parte-se do princípio de que o cliente já tem as respostas todas que necessita para se desenvolver. Assim, o Coach baseia a sua atuação através da intuição e colocação de perguntas. Um Coach procura colocar a pergunta certa no momento certo, promovendo no cliente tomadas de consciência que permitam o seu crescimento pessoal.

Também há espaço para criatividade no Coaching, devendo o Coach procurar realizar sessões dinâmicas, positivas e adequadas ao que o seu cliente possa necessitar.

 

Quem deve procurar Coaching?

Todos nós já nos deparámos diversas vezes nas nossas vidas com encruzilhadas, desafios e objetivos que simplesmente achamos impossíveis de alcançar. Nesses momentos da vida o acompanhamento de um Coach pode fazer a diferença.

Podem ser abordados assuntos diversos como questões profissionais (como posso atingir melhores resultados na minha profissão?), financeiras (como aumentar a minha conta bancária nos próximos meses?), saúde (como ser uma pessoa saudável e ter o meu peso ideal?), relações amorosas (como encontrar a pessoa que procura há tanto tempo?), família (como voltar a ter uma boa relação com o meu pai/filho?), liderança pessoal (como ser uma pessoa mais auto-confiante e menos anisosa?) entres outros.

 

Quais as vantagens do Coaching?

Rapidez, facilidade, sustentabilidade e autonomia.

Rapidez porque o Coaching usa metodologias que focam o cliente no objetivo que pretende atingir eliminando obstáculos e distrações.

Facilidade porque o processo é simples e adaptado a cada ciente. Não pretendo criar ilusões e promover o facilitismo. É o cliente que controla a seu grau de empenhamento no processo. Se o cliente quiser o cliente consegue.

Sustentabilidade porque é o cliente que responde às questões de acordo a sua realidade e valores.

Autonomia porque depois das sessões de Coaching o cliente está pronto para continuar o seu caminho sozinho.

 

Acima de tudo é importante continuar a sonhar e viver a vida com paixão, procurando ser feliz e grato no percurso.

 

 

 

 

O Veneno das Emoções Negativas

Imagina que estás com sede e alguém que conheces bem e em quem confias, te oferece um copo com uma bebida desconhecida. Aceitarias ou não? Aproveitarias a oportunidade? Provavelmente sim, até porque essa pessoa merece a tua confiança. Agora supõe que descobres que essa bebida não é mais que um veneno que provoca tristeza, angústia, preocupação ou medo. Aceitarias na mesma? Talvez estejas a pensar que esta pergunta não faz sentido, porque ninguém no seu perfeito juízo a iria aceitar.

Há, na verdade, um conjunto de sensações negativas que nos são transmitidas por outras pessoas todos os dias. Ainda que o saibamos continuamos a permitir que isso aconteça. Muitas vezes temos dificuldade em identificar quais as pessoas que nos oferecem copos com veneno e como tal continuamos a bebê-lo sem o saber.

 

Coloca a ti mesmo estas questões:

Quem são as pessoas que te rodeiam?

Contribuem para a tua felicidade?

Permites que influenciem a tua vida, as tuas decisões?

Que pessoas é que não sentirias falta se desaparecessem da tua vida neste momento?

 

Saber escolher o lugar de cada pessoa nas nossas vidas é fundamental. Nem todas as pessoas têm para nós a mesma importância nem o mesmo valor. E nem sempre as pessoas a quem damos importância têm valor. E pessoas de imenso valor são por nós colocadas de parte porque nos desafiam ou nos obrigam a pensar ou a agir.

Reserva algum tempo a identificar as pessoas que se cruzam contigo. Pensa na tua vida pessoal e profissional, nos grupos que frequentas, nas tuas rotinas. Reflete quem são aqueles cuja opinião mexe com a tua auto-estima. Pode ser alguém mais óbvio, como um colega ou um conhecido, mas também poderá ser a pessoa que te serve o café toda as manhãs na pastelaria do costume. Começa a definir os limites de influência que essas pessoas têm na tua vida.

Não te esqueças que foste TU quem permitiu que essas pessoas tivessem a influência que têm. Logo também TU podes decidir RETIRAR ou REFORÇAR essa importância.

 

Quem devo manter por perto?

Cria a tua guarda de honra. Para os identificares, aproxima-te daqueles que sorriem de forma natural, que te cumprimentam de forma sincera, que partilham de interesses comuns, que tenham histórias de vida curiosas, que não falem mal de outros, que vivam de forma apaixonada, que tenham objetivos estimulantes, que sejam positivos e optimistas, que sejam sinceros. No fundo pessoas que gostem de viver e que irradiem essa energia.

Faz-te rodear de muito perto das pessoas que ajudam e que te fazem sentir bem, que te desafiam, que puxam pelo teu potencial. Pessoas que te dizem o que precisas de ouvir. Pessoas que fazem as perguntas que ninguém faz. Pessoas que amas e que te amam incondicionalmente. Estas são as pessoas chave da tua vida. Os teus pilares. São aqueles que não cultivam uma dependência doentia, mas sim estimulam a tua liberdade.

Num segundo patamar coloca outras pessoas com quem podes conviver mas que não te influenciam. São pessoas que conheces, com quem trabalhas. Podem ser pessoas de quem gostas mas que têm um papel secundário na tua vida. Cerca de 90% das pessoas que conheces estarão neste lugar.

Finalmente identifica todos aqueles que te oferecem o tal veneno das emoções negativas. São pessoas que não te fazem falta e que deves simplesmente eliminar da tua vida. Não te afetam e mesmo que tenhas de lidar com elas, a sua opinião é irrelevante.

Por fim, aceita o lugar que os outros reservam para ti. Eu, por exemplo, sei bem que faço parte da guarda de honra de algumas pessoas, e que sou completamente ignorado por outros. É assim que é e que deve continuar a ser.

Mas há um esforço que faço diariamente… o de não beber nem oferecer veneno a ninguém.

 

O teu Coach,

David Nascimento

 

 

Ama sem Sacrifício!

Olhei para o outro e senti pena.

Foram anos de investimento emocional de ambas as partes. Foram muitos os obstáculos que se meteram pelo caminho. Uns foram superados outros nem por isso. Mas foi uma caminhada percorrida pelos dois. Houve amor. Já o amei. Mas sei, reconheço e sinto…não o amo mais. No entanto, seria egoísta da minha parte afastar-me. Cabe-me o sacrifício. Essa virtude tão essencial numa relação.

Não o amo mas respeito-o e por isso mantenho-me por aqui… infeliz.

 

Sei que ela me olha.

Quase que oiço o que pensa. Amo-a tanto mas sei-me isolado neste sentimento. Quero…gostava de mantê-la comigo. Mas como manter quem não quer estar. Reconheço o seu sacrifício mas não sei se o mereço. Foram anos de luta, de cumplicidade. Não sei o que se passou. Como se apaga uma chama que já ardeu intensa?

Quero-a feliz, mas sabendo-a triste, infeliz me torno também.

 

Porque não vê ele como me sinto.

Estou a apagar-me aos poucos. Acreditava que podia ser feliz mas cada vez creio mais no contrário. Porque não me larga? Porque não me liberta? Será que não se apercebe que me faz infeliz. Já o amei, mas agora sinto mágoa, repulsa. Já nem os seus olhos consigo fixar. Sinto culpa e rancor.

“Deixa-me ir. Já não sou mais tua”.

 

Não sei porque se mantém comigo.

Não suporto quando me olha como se fosse um desgraçado. Sei que tem pena de mim. “Porque não te afastas. Amo-te mas dói-me ver-te presa”. Não mereço que tenha perdido o seu amor por mim. Sempre aqui estive para ela, para o bem e para o mal. Agora sei que está comigo por obrigação. Por que tem de estar e não porque quer estar.

Não suporto a sua comiseração.

O amor e o sacrifício.

Presencio diariamente uma forma estranha de estar nas relações. Uma forma de estar que assenta numa crença profundamente enraizada , mas que nos amordaça e torna infelizes. A crença de que quanto maior o sacrifício, maior o amor. Nada mais contraditório. Quem ama não se sacrifica. Quem ama age por amor e não por caridade.

Estar ao lado de quem amamos quando essa pessoa mais necessita não é sacrifício, é amor. Ajudar quem amamos é ajudar-nos a nós mesmos. Porque o propósito de uma relação é alargar o nosso interesse pessoal de forma a incluir o do nosso parceiro. É quando a minha felicidade está ligada à felicidade da outra pessoa. Sem sacrifícios.

 

É amor ou é sacrifício? Como saber?

A melhor forma de percebermos se o que fazemos é sacrifício ou amor, é observarmos os nossos índices de felicidade. É como uma balança. Deve estar equilibrada. E isso só acontece quando ambos dão e recebem em iguais partes. Sendo claro que o que um dá pode ser diferente em forma mas nunca em significado e prazer. Ou seja, enquanto um dá carinho e afeto, o outro pode dar comunicação e compreensão. Mas ambos devem sentir que a troca é justa e equitativa.

Numa relação ninguém gosta de sentir que está a “receber de menos” ou a “receber de mais”. Quando um dos membros se sacrifica em prol do outro, perde significado e prazer e, como tal, sente-se infeliz. E por se sentir infeliz, vai minar todo o sacrifício que fez porque o seu companheiro também o acompanhará nesse estado.

 

Evidentemente que haverá obstáculos, conflitos e desentendimentos. Mas estes momentos devem ser vistos como parte do processo de equilíbrio de uma balança de felicidade mútua. E esses processos podem por vezes ser muito desafiantes. Mas fazem parte e sem eles a balança estará cheia de nada.

Procurar a felicidade de ambos, aumenta a riqueza em cada prato da balança. Isso consegue-se através dos desafios, da comunicação, da entreajuda, do amor.

 

O princípio final é simples e muito esclarecedor.

Só faz sentido uma relação se ambos forem mais felizes por estarem juntos. Sem sacrifícios. 

 

Amem muito!!!!

David Nascimento

Armadilhas da MENTE!!

Também és daqueles que pensa demais?

Que racionaliza tudo?

Que procura sempre uma resposta para aquilo que está a sentir?

Que olha para quem está à sua volta, um companheiro, um amigo, um colega, e sente que precisa de os compreender, de saber porque reagiram de determinada forma?

Que dá por si a ter os mesmos pensamentos vezes sem conta, durante dias, semanas ou até anos?

 

Eu compreendo! Acredita que compreendo.

Também fazia parte desse grupo.

Por isso compreendo-te. Sei o que estás a sentir…e não é bom. Não é mesmo.

 

Este fenómeno chama-se ruminância e caracteriza-se por um excesso de racionalização em relação a alguns ou até mesmo todos os aspetos da tua vida. A repetição incalculável dos mesmos pensamentos…vezes sem conta…até à exaustão. Muitas vezes sem obter uma resposta concreta. Outras, piores ainda, quando já se tem uma resposta, não gostamos dela, e voltamos a racionalizar tudo na vã esperança de que a resposta seja diferente.

 

Acredita em mim…é uma ARMADILHA! Evita-a a todo o custo.

 

Uma coisa é pensarmos sobre a nossa vida, incluindo o nosso companheiro, os nossos filhos, o nosso trabalho, os nossos hobbies. Isto faz parte. Pensarmos, planearmos, cuidarmos. Tudo bem…nada de mal. É para isso que a mente serve. Para nos ajudar a resolver problemas. Para nos ajudar a ter ideias. Para nos ajudar a agir, a resolver, a concretizar. Tudo bem mesmo!

 

Outra coisa é ruminar. Ignorarmos essa força inacreditável do “sentir”, e cairmos na tentação de racionalizar. Cuidado!

 

Como evitar a Ruminância?

Muito se escreve sobre as técnicas que te permitem evitar pensar dessa forma tão castradora.

Como já te disse, eu já fui um ruminador enorme. Tentei várias formas de parar com o domínio da mente. A maior parte não funcionou comigo. Outras sim. São essas que te apresento agora. Espero que te ajudem como me ajudaram a mim.

 

  1. Coloca a mente no seu lugar.

Sempre que sentires que a mente está a começar a dominar, manda-a calar. É mesmo este o termo. Manda-a calar. Da mesma maneira que desligas a televisão quando achas que já passaste horas a mais a ver novelas, notícias, documentários sobre a fantástica vida do escaravelho amarelo do saara oriental ou os medíocres programas da tarde. Dá o grito do Ipiranga. Quem é que manda aqui afinal? Tu ou a tua mente?

Agarra-te a esta ideia. A mente existe para te servir. Repete esta ideia as vezes que forem precisas. “A mente existe para me servir”. A mente vai acabar por perceber e colocar-se no seu lugar.

 

  1. Mantém-te ocupado.

Muitas pessoas acham que mantermo-nos ocupados é fugir dos problemas. Entendem que quando há um problema devemos enfrentá-lo para o resolvermos o mais rápido possível.

Concordo, mas nem todos os problemas são iguais. Há alguns que envolvem outras pessoas. Outros requerem tempo e amadurecimento. E ainda há aqueles que apenas podem ser enfrentados quando determinadas condições estão reunidas.

A ruminância ganha força quando a mente não está ocupada.

Quando a situação requer tempo, mantermo-nos ocupados funciona…e bem! Por isso, ocupa-te.

Arranja alguma coisa para fazer. Não dês espaço para a ruminância. Não estás a fugir de coisa nenhuma. Já pensaste sobre o assunto. Agora ocupa-te com outra coisa qualquer.

Desliga a mente e faz algo que te abstraia. Faz desporto, limpa a casa, experimenta cozinhar uma receita nova, vai conduzir, brinca com os teus filhos, faz palavras cruzadas, pega na tua guitarra, dá um mergulho na praia. Desafia-te a fazer algo de novo.

 

“Acabar com a racionalização, racionalizando é completamente irracional. “

David Nascimento

 

  1. Relaxa.

Aprende a relaxar. A serenar. A viver os momentos.

Estamos aqui para ter uma boa experiência. A vida não existe para nos maltratar, mesmo que às vezes pareça. Todos temos direito aos nossos momentos, à nossa paz, à nossa serenidade. Mas tudo isto tem de partir de ti.

Aprende como podes encontrar esse estado mais tranquilo e relaxado. Medita, escreve, ouve música. Tira algum tempo para ti. Não precisas de muito. 10 minutos por dia já vão fazer diferença.

Descobre como tirar o máximo das experiências que estás a ter.

Por exemplo, ontem fui ver um concerto e a meio de uma música a mente começou a racionalizar sobre um assunto sem qualquer importância. De repente as pessoas à minha volta começaram a bater palmas e percebi que me tinha distraído, perdendo uma parte da música que estava a ser tocada. Usei a mente para me focar na música seguinte. Escutei os diferentes instrumentos, prestei atenção à letra, às luzes, ao ambiente. Fi-lo de uma forma consciente mas aos poucos, de uma forma natural entrei num estado de fluxo que me permitiu viver intensamente o resto do espectáculo…acredita, foi mágico.

 

  1. Faz o que quiseres fazer.

Não percas muito tempo a pensar no que os outros gostariam que tu fizesses. Faz o que te apetece fazer.

Sim, eu sei que tens responsabilidades. Não fujas delas, mas aprende a colocar limites a ti e aos outros. Uma coisa é seres uma boa mãe ou pai, uma boa mulher ou marido, uma boa ou bom colega. Outra coisa é anulares-te. É cederes sempre ao que os outros querem.

Isto é um passo perigoso para a ruminância. Passares a vida a pensar: “será que ele vai gostar”, “o que será que ele está a pensar”, “se calhar não estou a comunicar bem”, “será que fiz alguma coisa mal”, “gostava de ir à praia, mas ele prefere ficar por casa”. A ruminância adora estes pensamentos que levam a outros e mais outros e mais ainda, até à exaustão.

Faz mesmo mais daquilo que queres. Respeita-te.

 

Acredita em mim. Bastam este quatro pontos. Podes complementar com outras estratégias de outros autores, mas para mim bastam mesmo estes quatro.

 

Experimenta e depois partilha comigo os teus resultados.

Se sentires dificuldades fala comigo. Juntos chegaremos a um estratégia que funcione contigo.

 

Bons desafios e muita paz!

 

O teu coach,

David Nascimento