A capa do super herói

Imagine que está a caminhar num beco escuro e que de repente dá um pontapé numa garrafa vazia. Para sua surpresa de dentro da garrafa sai um génio que olha para si e exclama: “Você é um ser humano fantástico e por causa disso vou transformá-lo num super herói. No entanto, vou ter de lhe pedir que escolha qual a cor da capa que prefere entre as duas cores disponíveis.

A primeira é uma capa vermelha. Ao escolher esta capa terá o superpoder de terminar com todo o mal do planeta como por exemplo a fome, a injustiça, o ódio. A segunda capa é verde e se for esta a sua opção terá capacidade de fazer crescer tudo o que de bom existe no planeta como o amor, a compreensão ou a justiça. Um aspeto importante é que não poderá escolher ambas.”

Foi com este dilema que o professor James O. Pawelski da universidade da Pensilvânia numa aula aberta a que tive o privilégio de assistir, inaugurou no passado dia 17 o primeiro Executive Master em Psicologia Positiva Aplicada realizado em Portugal ministrado no ISCSP em Lisboa.

Escolher uma capa marca a diferença

A escolha da capa depende muito da pessoa a quem essa oportunidade é oferecida. Podemos ser tentados a pensar que esta questão não é uma realidade nas nossa vidas mas, na sua devida escala, todos nós somos chamados a escolher uma capa todos os dias. Seja a um nível mais abrangente ou a um nível mais próximo e até intrínseco.

Como coach encontro pessoas que pretendem ser, fazer ou ter algo nas suas vidas e procuram as sessões para os ajudar a focar nessas metas. Porém na maioria das vezes a forma como pretendem atingir esse objetivo tem mais a ver com aquilo que não querem ser, fazer ou ter do que com o contrário.

Ou seja, estão focados em, por exemplo, deixar de ser obesos, fumadores, deixar o seu emprego ou em terminar a relação que têm. Na maior parte das vezes estas pessoas já tentam resolver estas questões há muito tempo mas nunca conseguiram fazê-lo definitivamente. Porquê?

A resposta tem a ver com a capa que decidiram usar e que é a capa vermelha. Optaram por acabar com o mal que existe nas suas vidas. O seu objetivo é eliminar o que as faz infeliz mas esquecem-se de um aspeto fundamental e crucial. Definir de que forma a resolução dessas situações as vão tornar em pessoas mais felizes.

Ou seja focar no que realmente querem ganhar ao perder peso, deixar de fumar, mudar de emprego ou terminar uma relação. Quando, durante as sessões de coaching, os interrogo sobre as razões, as respostas tardam em surgir porque nunca se questionaram de que forma se veem, sentem ou vivem na realidade que querem construir.

A capa que te faz atingir resultados

A capa verde é a escolha correta. Optar por fazer crescer o que de bom queremos nas nossas vidas é a resposta a muitos dos nossos anseios. Focar nos aspetos positivos faz crescê-los, reduzindo automaticamente a importância das áreas negativas que nos rodeiam.

Quem quer perder peso deve afirmar, escrever, sonhar, partilhar o que realmente quer, que poderá ser: “correr 10 minutos por dia sem me cansar, ter energia para brincar com os meus filhos, ter um aspeto fantástico, viver mais anos etc.”

Nós somos, fazemos e temos aquilo em que nos focamos diariamente. Antes de perder vinte quilos devemos pensar como uma pessoa com o peso ideal pensa, fazer o que ela faz e divertir-nos com isso. Devemos procurar trabalhar o que somos em primeiro lugar para que a mudança, quando acontecer, seja permanente e sustentável.

Reflita e pense sobre isto e se fizer sentido para si, a partir de hoje quando o génio chegar já saberá que capa escolher.

 

O marinheiro sem rota

Vasco deseja chegar às Índias. Apenas dispõe de uma jangada mal equipada, sem qualquer tipo de mecanismo de manobra ou impulsão. Afinal o mundo é redondo e é uma questão de tempo até as marés o conduzirem ao seu destino. Navega em alto mar há largos anos e já conheceu outras regiões e países.

Como vai lá parar, não sabe. Navega ao acaso sem rota nem planos. Está à deriva. Vai-se alimentando aqui e ali, sobrevivendo sem saber muito bem como. É uma vida passiva onde vive do que recebe e do que a fortuna lhe oferece. É esta a realidade que conhece. Gostaria que não fosse assim, mas quem é ele para controlar algo tão grande como os oceanos imensos.

Vai-se queixando da sua má sorte sempre que chega a um destino e descobre que não são as desejadas Índias. Lamenta-se de que a corrente o levou nessa direção ou de que o vento empurrou-o para fora do seu propósito. De quando em vez cruza-se com navios e veleiros que parecem decididos na sua navegação, cortando as ondas com determinação e dirigindo-se a um ponto específico. Brada aos céus pelo seu azar e por não ter sido um dos escolhidos para possuir uma dessas embarcações.

E lá vai o Vasco de queixume em queixume, apontando o dedo a tudo e a todos por ser um marinheiro errante. Na sua pequenez deixa-se levar, sendo atormentado por tempestades impiedosas que ameaçam destruir a sua pequena jangada, ou subjugado a um sol inclemente enquanto vagueia solitário por esse mundo fora. Já pensou em arranjar uns remos mas acha que não vão servir de nada. Comprar um motor está fora das suas possibilidades. Não sabe como fabricar uma vela e por isso nunca o fez. É mesmo azar.

E continua, saindo de mais um porto, empurrado num jeito incerto pelas marés, enquanto entoa um estranho canto lamuriento que culpa o universo pelo seu triste fado….

 

És um Homem ou és um “Vasco”?

Conheço muitos Vascos que navegam em pequenas jangadas. Vascos que se queixam da sua realidade. Vascos que acham que conseguir algo mais nas suas vidas é utopia. Vascos que apontam dedos e disparam responsabilidades para os outros.

Quando me encontro com um destes Vascos falo-lhe sobre a Teoria Causa-Efeito. Sobre a escolha que podem fazer para tomar o controlo das suas jangadas.

No fundo, há duas hipóteses de encarar a nossa realidade: “sou assim porque o universo/destino/Deus assim quis” ou “sou assim porque encarei situações no meu passado de determinada forma e tomei decisões”.

Na primeira situação estamos a colocar-nos em efeito. Dizemos que não controlamos o que nos rodeia e que não vale a pena lutar nem tentar mudar as coisas. Abdicamos do nosso poder pessoal e remetemo-nos a meros espetadores na nossa própria vida. Provavelmente temos sonhos que serão eternamente adiados, ou que aguardam que um acaso, uma sorte inesperada….o euromilhões, resolvam. O mais certo é que nunca os alcancemos.

Na segunda forma de proceder colocamo-nos em causa. Aqui, assumimos a responsabilidade. Afirmamos que podemos e devemos lutar para mudar a nossa realidade. Encaramos todos os eventos que nos surgem com um espírito criativo que nos permite avançar, mesmo que não seja exatamente como desejaríamos.

Temos consciência de que há situações que fogem do nosso controlo, como uma crise financeira, ou a morte de um parente próximo, mas a nossa atitude positiva permite-nos crescer com as adversidades e procurar a melhor situação dentro desse contexto. Alimentamos o nosso poder pessoal todos os dias e, por isso, somos mais fortes.

Já tivemos um Vasco que chegou às Índias no passado. Esse feito trouxe-nos glória e um orgulho que ainda hoje subsiste. Esse Vasco sabia o que fazia e estava preparado. Esse Vasco colocou-se em causa e venceu.

Pense na sua vida e diga para si que Vasco quer ser: o da jangada sem rumo ou o grande navegador e herói português.

 

De fora da gaiola!

Imagine uma gaiola apertada. O espaço escasso é ocupado quase na íntegra por meia dúzia de objetos fundamentais para a sobrevivência do seu ocupante. A vida nessa gaiola é rotineira. As atividades e a ocupação de tempo é sempre a mesma e nem podia ser de outra forma pois o curto espaço disponível e a limitação imposta pelo dono da gaiola é inexorável.

A criatividade é considerada desnecessária e a imaginação reprimida porque se alimenta a crença de que não têm aplicação prática. De dentro da gaiola é possível observar todo um mundo, com as suas possibilidades e opções infinitas onde a felicidade está realmente ao alcance daqueles que têm a sorte de nele viver.

 

A ilusão de conforto de quem vive na gaiola

Por breves instantes o ocupante imagina-se com toda essa liberdade e deseja que a porta da gaiola se abra, mas quase imediatamente é invadido por um fluxo negativo de medo que afoga todo e qualquer sonho de independência que possa ter. Medo do desconhecido, medo do que não controla, medo das opções, medo do desafio, medo de ter medo.

E é compreensível. Afinal o ocupante não conhece outra vida. Desde sempre que habita a gaiola e apesar de infeliz tem a sua segurança garantida. Além disso mesmo que quisesse sair a porta da gaiola não o permitiria.

Quem olha de fora sabe que abrir a porta da gaiola é simples e sente compaixão por aquele que a não abre e nem sequer tenta. Quem conhece as possibilidades de viver fora não percebe como é que o ocupante da gaiola escolhe a infelicidade da sua vida atual em detrimento da incerteza da vida no exterior.

Os que já abriram as portas das suas gaiolas e arriscaram viver em liberdade sabem que apesar das dificuldades que enfrentaram, o regresso ao cativeiro não é um opção que considerem.

É no cenário de clausura que a maior parte de nós vive. Apesar disso passamos a vida a olhar para os outros e muitas vezes invejamos a sua vida. Passamos o tempo a culpabilizar tudo e todos pela nossa existência. Arranjamos várias portas para a nossa gaiola e convencemo-nos que não é possível abri-las. Vivemos com medo e não arriscamos.

Provavelmente já alguém está a pensar que é mais fácil falar do que fazer. E tem razão. Mas falar, pensar, sonhar está ao nosso alcance e é o primeiro passo para avançarmos. A quebra das barras da nossa gaiola não tem de ser obrigatoriamente para atingir um objetivo grandioso e realmente difícil de alcançar. Esse sonho pode ser atingido mas se arrisca pouco comece devagar e com calma.

 

Arrisca. Desafia-te. Sai da Gaiola!

Nas sessões de Coaching trabalhamos muito o alargamento da zona de conforto. A auto-responsabilização é um passo importante para a resolução da maior parte dos conflitos que encontramos. Assumir os comandos da nossa vida é fundamental. Sugiro que experimente fazer algo esta semana que nunca teve coragem de fazer como sorrir a todas as pessoas com quem se cruzar na rua, ou convidar a tal pessoa para jantar, fazer a caminhada eternamente adiada, telefonar aquele parente com quem deixou de falar e até dizer ao seu companheiro/a o que sente por ele.

Se você pensa que a aventura é perigosa, eu sugiro que você experimente a rotina… É mortal.
Paulo Coelho

Enfim, tenho a certeza que sabe do que estou a falar. Pratique o hábito de se desafiar com mais frequência. Quando o fizer verá que a sua gaiola estará maior. Terá mais espaço. Sentir-se-á e respirará melhor. No fundo terá mais liberdade.

Muitas vezes a felicidade está na superação destes pequenos desafios. Quem não arrisca estagna e perde a alegria de viver.

Não deixe que tal lhe aconteça e, conselho de amigo, perante a infelicidade e a incerteza escolha sempre a incerteza.

Abra as portas da sua gaiola e seja feliz.

 

Pausa para a água!

Já passou uma hora e quarenta minutos. A melhor estimativa aponta para um tempo total de três horas e vinte minutos. Não é perfeito e há aspetos técnicos a melhorar. No entanto Mafalda está ali agora e é neste dia e nesta manhã que a distância tem de ser percorrida. O local é irrelevante, o público é invisível, a paisagem fica para quem veio passear. O que importa é o tempo, o recorde pessoal, a competição.

O calor aumenta e o sangue pulsa, vivo e quente. A respiração está controlada e a cadência de corrida é certa e firme. Tudo parece correr bem. Mais à frente há um posto de abastecimento de água, mas obriga a um pequeno desvio que a irá fazer perder preciosos segundos. Opta por dispensar, haverá outro mais adiante e o tempo é o objetivo último, custe o que custar.

Outros corredores abrandam, e recolhem as esponjas e os copos com água. Ao fazerem-no permitem que Mafalda ganhe uns metros de avanço e se isole. É perfeito! Sozinha tem mais hipóteses. A maratona prossegue e a distância à meta diminui. A pressa de chegar é muita e não há tempo para olhar para o lado. De repente outro corredor uns cem metros mais à frente tropeça e cai. Parece grave e Mafalda pondera o auxílio. Lembra-se porém do seu objetivo e condena a sua hesitação momentânea que a faz perder o ritmo. Ignora o acidente e esforça-se por recuperar o tempo perdido.

Um pouco mais adiante novo posto de reabastecimento que novamente ignora. Já perdeu tempo a mais. O cronómetro marca três horas e sete minutos. Falta pouco agora. Faz os restantes quilómetros com dificuldades crescentes. “Devia ter bebido água”, pensa. A meta está já à vista mas o coração começa a descompensar. A garganta está seca, o ar começa a faltar. Num instante os seus músculos desenvolvidos perdem potência e forçam a paragem. Mas Mafalda não quer vacilar. “Está quase, não posso deitar tudo a perder”.

De um momento para o outro, uma terrível dor aguda percorre todo o corpo e Mafalda sucumbe, caindo com violência no alcatrão quente. Ainda se apercebe do movimento ao seu redor e de gritos e choro. Porém gradualmente fecha os olhos e percebe que nunca mais dará outro passo. A vida para ela termina ali e é com este pensamento que dá o último suspiro e parte para sempre…

Muitos de nós vivem assim, com pressa!

No meio do turbilhão das nossas vidas, com os empregos, os filhos, as aulas, o trânsito, as dívidas e responsabilidades esquecemos muitas vezes de parar. Não ligamos às inúmeras oportunidades que a vida nos concede para parar e apreciar. Somos demasiado autocríticos e perdemos a virtude da gratidão.

É uma forma de estar infelizmente comum e que encontro muito nos meus clientes de Coaching. Todavia sei que é resolúvel e por isso trabalhamos durante as sessões para a ultrapassar. Acaba por ser simples mas tremendamente eficaz. Tornem-se gratos! Aproveitem todos os momentos para agradecer aquilo que têm. Mesmo nas circunstâncias mais difíceis há sempre algo que merece o nosso obrigado.

Pick the day. Enjoy it – to the hilt. The day as it comes. People as they come… The past, I think, has helped me appreciate the present – and I don’t want to spoil any of it by fretting about the future.
Audrey Hepburn

Reúnam as vossas famílias durante o jantar, desliguem a televisão e pratiquem o hábito de agradecer. Peçam a cada um que diga em voz alta cinco situações que ocorreram durante o dia pelas quais estão gratos. Façam-no com os vossos amigos, alunos, clientes e pacientes, empregados ou colegas ou façam-no sozinhos à noite antes de adormecer. Não se preocupem se sentirem dificuldades no início. É normal. Estamos treinados para dar valor ao negativo. Com a prática torna-se mais fácil e aquilo que temos a ganhar é imenso.

Parar é importante. Avaliar o nosso percurso de tempos a tempos permite-nos corrigir o rumo e sentir-nos gratos com o caminho já percorrido. Este é um dos segredos para uma vida bem vivida e seguramente mais feliz.

Não adiem e façam já uma pausa para a água!

 

O lobo com valores de porco

Há uns dias vi com o meu filho uma versão alternativa do filme dos três porquinhos. Neste universo paralelo, os lobos cansados de não conseguir soprar a sólida casa de tijolos, congeminam um audacioso plano supostamente infalível. A ideia era colocar à porta da casa dos porcos uma cria de lobo de forma a, no futuro, poderem contar com um agente infiltrado.

O filme prossegue com o crescimento do jovem lobo na família dos porcos e a sua educação à imagem da condição suína. Recebe o amor diário dos seus pais adotivos que o veem como um porco e lhe passam os seus valores. Adora a sua família e sente-se seguro no seu seio. Porém, o lobo estuda na escola dos porcos e, por ser diferente acaba por ser marginalizado e gozado. Não se sente enquadrado e não entende porquê.

 

Quando não vivemos os nossos Valores tudo parece perder sentido

Sentindo-se perdido foge para a floresta e aí descobre outros lobos. Depois de um processo de auto-conhecimento descobre que é na verdade um lobo e sente um poder imenso pois acredita que está agora preparado para viver o resto da sua vida em concordância com aquilo que é. Acaba por se sentir revoltado por ter vivido tanto tempo na escuridão e manifesta este sentimento perseguindo aqueles porcos que anteriormente o ostracizaram.

Renega a sua família adoptiva e alinha no plano dos lobos de os capturar. No entanto, algo está mal e a escuridão ameaça regressar. Agarrado à crença limitadora de que um lobo tem de obrigatoriamente de ser mau sente-se novamente incompleto. Uma nova pergunta surge: “Será possível ser lobo e ser bom ao mesmo tempo”. Sendo um aparente paradoxo o lobo decide que o tentará integrar.

O final do filme mostra-nos como o lobo com valores de porco percebe que pode ter um papel no mundo dos porcos e acaba por se tornar o protetor da comunidade atingindo finalmente satisfação e sentido de vida.

 

Quais são os teus Valores?

Todos nós temos um sistema de valores que nos define. Estes valores e a forma como os hierarquizamos depende de um conjunto de situações e eventos com os quais lidamos no passado e no presente. Por exemplo, a nossa família, a nossa cultura e sociedade, a escola ou os amigos.

O que acontece é que, apesar destes valores existirem e serem os nossos pilares muitos poucos de nós os conhecem. Diria até que há quem os ignore por medo, insegurança ou crenças limitadoras. Quando isto sucede estamos a abdicar de uma parte importante de quem somos e concentramo-nos apenas em fazer e ter. Absorvemos os valores socialmente aceites na esperança de que estes possam preencher o tal pilar que nos sustenta.

No fundo tentamos ser aquilo que fazemos quando deveria ser precisamente o contrário. Estamos tão preocupados em atingir um fim que agrade a outros que nos esquecemos (ou provavelmente não sabemos), que temos de saber primeiro quem somos. Às tantas percebemos que o caminho que escolhemos não nos faz feliz e não compreendemos porquê.

Não se mede o valor de um homem pelas suas roupas ou pelos bens que possui. O verdadeiro valor do homem é o seu caráter, as suas ideias e a nobreza dos seus ideais.
Charles Chaplin

Não há soluções mágicas e aqui a lógica joga a nosso favor. Não posso escolher que caminho seguir se não souber para onde quero ir. E descobrir o fim acaba por ser descobrir o início. Percebendo qual a nossa essência e valores mais profundos saberemos que é por aí que teremos de caminhar. Se nos agarrarmos aos nossos valores e os usarmos para medir as escolhas que fazemos estaremos sempre tranquilos porque estamos a fazer aquilo que somos.

Deixo aqui uma sugestão. Durante esta semana façam uma lista dos vossos valores. De seguida, coloquem-nos sobre a vossa ordem de importância. Finalmente, verifiquem se aquilo que fazem hoje em dia nas várias áreas da vossa vida respeita essa hierarquia de valores. Se a resposta for sim, então parabéns já está no bom caminho. Se for não, parabéns na mesma pois identificou o problema e isso significa que depende de si a sua resolução.

Não importa se somos lobos com valores de porco, ou porcos com valores de lobo. O que é relevante é que sejamos genuínos, únicos e honestos connosco mesmo.

E, se assim for será muito mais fácil ser feliz.